
sábado, 7 de julho de 2007
terça-feira, 3 de julho de 2007
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Companhia de Seguros Fidelidade
A Companhia Fidelidade e os Seguros na Lisboa Oitocentista (1835-1907), vol. I: Da Fundação à Sede do Corpo Santo (1835-1863)
António Alves Caetano, A Companhia Fidelidade e os Seguros na Lisboa Oitocentista (1835-1907), vol. I: Da Fundação à Sede do Corpo Santo (1835-1863). - Lisboa: ed. de Autor, 2000. - 437 p., com ilustração; prefácio da Prof.ª Doutora Fátima Sequeira Dias.
José Amado MendesFaculdade de Letras da Universidade de Coimbra
A história dos seguros, em Portugal, não tem merecido a devida atenção da parte dos investigadores. Salvo um ou outro trabalho de síntese e alguns estudos de caso sobre determinadas empresas, pouco mais existe. Também nas Histórias de Portugal, publicadas mais recentemente, a temática tem primado quase pela ausência, como é salientado pelo Autor (p. 5).
Assim, regista-se com satisfação o aparecimento do primeiro volume da obra em epígrafe, pois trata-se de um trabalho que, de forma desenvolvida e bem fundamentada, se debruça sobre as primeiras três décadas da história da Companhia de Seguros Fidelidade, uma das empresas mais prestigiadas do ramo, entre nós.
António Alves Caetano, licenciado em Economia e com um vasto currículo académico e profissional, devido às diversas funções desempenhadas no sector dos seguros - inclusive como presidente da própria Fidelidade -, reúne condições privilegiadas para se abalançar a um trabalho deste tipo. Na realidade, além do seu gosto e interesse pela investigação histórica, facto que o levou a estudar a temática seguradora em trabalhos anteriores, é um profundo conhecedor da actividade, o que lhe permite associar a competência teórica à vertente prática.
Veja-se a estrutura do trabalho: ao prefácio de Fátima Sequeira Dias, onde são destacados alguns dos principais méritos do estudo e o seu significado para a compreensão histórica desta actividade económica, ainda insuficientemente conhecida, seguem-se algumas páginas com a "Apresentação" da obra, subscritas pelo Autor.
Nesta, é de sublinhar o alerta que se encontra na p. 3, sobre a natureza do estudo. Aí se pode ler: "A obra inscrita neste volume não constitui uma "História da Fidelidade", como é bem patente no título que comporta. Seria necessário dispor de fontes documentais mais amplas para que o texto elaborado pudesse ter aquele estatuto". Mas, a esta declaração reveladora de uma certa humildade científica, que ajuda a compreender a probidade do seu Autor, acrescenta o seguinte, não menos elucidativo: "Procurou-se tratar, com rigor, a documentação disponível, mas o que se abarca são trechos da trajectória da Empresa, linhas de força do seu desempenho nos quase setenta e cinco primeiros anos de vida [incluindo o vol. II, em preparação], porque se estabeleceu como limite do século XIX, para os seguros, o ano de 1907, por nele ter sido publicada a legislação que encerra o ciclo iniciado com a lei de 1867, sobre sociedades anónimas, e reforçado com o novo regime do contrato de seguros do Código Comercial de 1888".
Seguem-se: dois extensos capítulos, com vários subcapítulos cada um; gravuras e anexos, com a transcrição de documentos pertinentes e informação complementar; um glossário elementar de termos técnicos utilizados; finalmente, fontes e bibliografia.
O capítulo I, intitulado "Da fundação à afirmação", abrange os primeiros anos da companhia (1835-1849). Após o estudo das origens da empresa (emblema, principais accionistas, estatutos e condições das apólices), é dedicada especial atenção aos dois principais ramos de seguro: marítimos e terrestres (sendo analisados, em separado, a produção e os sinistros).
Além do estudo da actividade intrínseca da companhia - tarifação, prémios, sinistros, indemnizações, etc. -, fornecem-se elementos importantes para a história económica do período em foco (1835-1863), quer no que respeita à instabilidade política que então se viveu, sobretudo na primeira década e meia do referido lapso de tempo, quer nas condições difíceis e nos riscos que então envolviam os transportes marítimos, quer ainda no frequente risco de incêndio a que estavam então sujeitas as instalações fabris, devido às características e limitações do equipamento tecnológica e ao uso frequente da madeira, em estruturas, maquinismos e utensílios.
Além do estudo da evolução da empresa, nos alvores da sua história, fornecem-se elementos de interesse para a história das técnicas, nomeadamente sobre tecnologia têxtil (por exemplo, na p. 49) e os meios de combate aos incêndios usados, curiosamente, pelas próprias companhias de seguros.
Por sua vez, no capítulo II - "Da incorporação da Firmeza à sede do Corpo Santo (1850-1863) -, o Autor continua a acompanhar a evolução dos diversos tipos de seguro (marítimos, terrestres e de vida), focando ainda: a primeira associação de seguradores em Lisboa (1858-1860), a organização interna, a gestão financeira, os resultados anuais e dividendos. Uma das alíneas é dedicada à expansão da companhia, através da abertura de numerosas agências, em Portugal e no estrangeiro, com destaque para o Brasil. Sobre a importância deste mercado para o ramo, afirma António Alves Caetano: "De uma forma geral, pode dizer-se terem sido as Agências do Brasil que contribuíram para a animação do seguro marítimo da Companhia no período entre 1850 e 1863, mais do que a política de fomento da Regeneração" (p. 182).
De forma indirecta, também se fornecem dados acerca das características e evolução da construção civil. Por exemplo, "pela primeira vez, no Relatório de 1853, a direcção da "Fidelidade" dava a entender que alguma coisa devia ser feita, no mercado, para obviar à propagação de incêndios nos prédios pela existência de tapumes de madeira nas divisórias dos vários quartos, em lugar de paredes de "pedra e cal""(p. 197).
O uso frequente da madeira na construção, como já anteriormente referi, favorecia a rápida propagação dos incêndios que, não raro, levavam à destruição completa de fábricas, como aconteceu, entre outros casos, na Covilhã, com a Fábrica de Ribeiro Graça & C.ª, em 1863, ao perderem-se totalmente prédios e máquinas (p. 248-249). Posteriormente, a difusão da arquitectura do ferro, numa primeira fase, e a do betão, sobretudo já no século XX, tornaram o negócio das seguradoras menos vulnerável.
Às gravuras, já na parte final do trabalho, seguem-se os anexos, com informação relevante para o estudo da temática. Além da transcrição de estatutos, apresenta-se a relação dos accionistas fundadores, com o número e o valor das respectivas acções. Dela constam, entre outros, titulares que, embora atravessando uma conjuntura difícil, manteriam um certo poder económico, firmas e empresários bem conhecidos. Como segundo maior accionista (com 30 acções) encontrava-se José Ferreira Pinto Basto que, em 1824, havia fundado a Fábrica da Vista Alegre, em Ílhavo, e que é considerado um dos investidores mais destacados do Portugal oitocentista. Alguns dos seus familiares também aparecem como accionistas da Fidelidade, em 1835. Outro grande empresário, o conde de Farrobo, encontra-se mencionado em quarto lugar, com 20 acções.
Atrevemo-nos a apresentar algumas sugestões que ficarão à consideração de futuros desenvolvimentos, inclusive uma possível segunda edição.
Assim, ao aludir aos primeiros anos conturbados da Regeneração e à instabilidade política desse período, afirma-se ter havido "três ou quatro composições ministeriais antes que Fontes Pereira de Melo se fixe na Fazenda, e mais quatro, até que seja criado o seu Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, peça essencial para a estruturação da política de fomento" (p. 319). Teria sido conveniente especificar um pouco mais, dado que Fontes Pereira de Melo assumiu a pasta da Fazenda logo em 21 de Agosto de 1851 (interinamente, até que, em 4 de Março de 1852, foi nomeado efectivo) e, em 30 de Agosto de 1852, foi-lhe igualmente atribuída a chefia do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, então criado por decreto.
Relativamente a alguns dos quadros apresentados, nos quais se sintetiza informação relevante (p. 174 e 187), não foram tiradas, expressamente, as ilações que a sua leitura permitiria. Também os resumos biográficos de algumas personalidades, em nota de rodapé, de grande utilidade, dada a escassez de estudos do género entre nós, deviam ser acompanhados das respectivas fontes consultadas (ex.: p. 87, nota 133).
Do ponto de vista formal - não considerando alguns lapsos de pontuação e acentuação -, permito-me apenas chamar a atenção para os seguintes aspectos:
a) dada a numeração utilizada, seria desnecessário repetir o título da alínea, antepondo-o ao subtítulo (1. 1., p. 23 e 35; 1. 2., p. 45 e 59, etc.);
b) a consulta da lista da bibliografia apresentada (extensa e especializada, além da de carácter geral) seria facilitada se - como habitualmente se verifica - os apelidos dos autores das obras aparecessem em primeiro lugar e com maiúsculas, deslocando-se as linhas imediatas da respectiva referência um pouco para a direita, destacando as "entradas";
c) o ibidem, muito usado, não deve ser seguido pela indicação do número de página, como sucede várias vezes (pois significa na mesma obra e no mesmo lugar, incluindo página); nos casos em que o número de página é diferente, é preferível utilizar idem;
d) atenção à grafia das palavras que se seguem: "impar", p. 9 (em vez de ímpar); "polo", p. 24 (em vez de pólo); "Montemor o Velho", p. 116 (em vez de Montemor-o-Velho); e "Setubal", p. 123 (em vez de Setúbal).
Destaque-se, todavia, que estas quase insignificantes considerações em nada diminuem o grande mérito da obra em análise. Trata-se, efectivamente, de um trabalho rigoroso, muito bem fundamentado, para o qual foi consultado um significativo número de fontes, bem com uma extensa e excelentemente seleccionada bibliografia.
O Autor, embora não se considerando um historiador de profissão, alia no entanto duas componentes fundamentais: por um lado, um profundo gosto pela investigação e o rigor de métodos que esta pressupõe e exige; por outro, um sólido conhecimento da temática, tanto do ponto de vista da história e da teoria como no que concerne à própria experiência, adquirida em longos anos de actividade profissional no ramo dos seguros, em funções da maior responsabilidade. Como resultado, somos presenteados com o primeiro volume de uma obra cuja leitura se recomenda vivamente. Esperamos, entretanto, com o maior interesse e curiosidade, a publicação do segundo volume, já em preparação.
António Alves Caetano, A Companhia Fidelidade e os Seguros na Lisboa Oitocentista (1835-1907), vol. I: Da Fundação à Sede do Corpo Santo (1835-1863). - Lisboa: ed. de Autor, 2000. - 437 p., com ilustração; prefácio da Prof.ª Doutora Fátima Sequeira Dias.
José Amado MendesFaculdade de Letras da Universidade de Coimbra
A história dos seguros, em Portugal, não tem merecido a devida atenção da parte dos investigadores. Salvo um ou outro trabalho de síntese e alguns estudos de caso sobre determinadas empresas, pouco mais existe. Também nas Histórias de Portugal, publicadas mais recentemente, a temática tem primado quase pela ausência, como é salientado pelo Autor (p. 5).
Assim, regista-se com satisfação o aparecimento do primeiro volume da obra em epígrafe, pois trata-se de um trabalho que, de forma desenvolvida e bem fundamentada, se debruça sobre as primeiras três décadas da história da Companhia de Seguros Fidelidade, uma das empresas mais prestigiadas do ramo, entre nós.
António Alves Caetano, licenciado em Economia e com um vasto currículo académico e profissional, devido às diversas funções desempenhadas no sector dos seguros - inclusive como presidente da própria Fidelidade -, reúne condições privilegiadas para se abalançar a um trabalho deste tipo. Na realidade, além do seu gosto e interesse pela investigação histórica, facto que o levou a estudar a temática seguradora em trabalhos anteriores, é um profundo conhecedor da actividade, o que lhe permite associar a competência teórica à vertente prática.
Veja-se a estrutura do trabalho: ao prefácio de Fátima Sequeira Dias, onde são destacados alguns dos principais méritos do estudo e o seu significado para a compreensão histórica desta actividade económica, ainda insuficientemente conhecida, seguem-se algumas páginas com a "Apresentação" da obra, subscritas pelo Autor.
Nesta, é de sublinhar o alerta que se encontra na p. 3, sobre a natureza do estudo. Aí se pode ler: "A obra inscrita neste volume não constitui uma "História da Fidelidade", como é bem patente no título que comporta. Seria necessário dispor de fontes documentais mais amplas para que o texto elaborado pudesse ter aquele estatuto". Mas, a esta declaração reveladora de uma certa humildade científica, que ajuda a compreender a probidade do seu Autor, acrescenta o seguinte, não menos elucidativo: "Procurou-se tratar, com rigor, a documentação disponível, mas o que se abarca são trechos da trajectória da Empresa, linhas de força do seu desempenho nos quase setenta e cinco primeiros anos de vida [incluindo o vol. II, em preparação], porque se estabeleceu como limite do século XIX, para os seguros, o ano de 1907, por nele ter sido publicada a legislação que encerra o ciclo iniciado com a lei de 1867, sobre sociedades anónimas, e reforçado com o novo regime do contrato de seguros do Código Comercial de 1888".
Seguem-se: dois extensos capítulos, com vários subcapítulos cada um; gravuras e anexos, com a transcrição de documentos pertinentes e informação complementar; um glossário elementar de termos técnicos utilizados; finalmente, fontes e bibliografia.
O capítulo I, intitulado "Da fundação à afirmação", abrange os primeiros anos da companhia (1835-1849). Após o estudo das origens da empresa (emblema, principais accionistas, estatutos e condições das apólices), é dedicada especial atenção aos dois principais ramos de seguro: marítimos e terrestres (sendo analisados, em separado, a produção e os sinistros).
Além do estudo da actividade intrínseca da companhia - tarifação, prémios, sinistros, indemnizações, etc. -, fornecem-se elementos importantes para a história económica do período em foco (1835-1863), quer no que respeita à instabilidade política que então se viveu, sobretudo na primeira década e meia do referido lapso de tempo, quer nas condições difíceis e nos riscos que então envolviam os transportes marítimos, quer ainda no frequente risco de incêndio a que estavam então sujeitas as instalações fabris, devido às características e limitações do equipamento tecnológica e ao uso frequente da madeira, em estruturas, maquinismos e utensílios.
Além do estudo da evolução da empresa, nos alvores da sua história, fornecem-se elementos de interesse para a história das técnicas, nomeadamente sobre tecnologia têxtil (por exemplo, na p. 49) e os meios de combate aos incêndios usados, curiosamente, pelas próprias companhias de seguros.
Por sua vez, no capítulo II - "Da incorporação da Firmeza à sede do Corpo Santo (1850-1863) -, o Autor continua a acompanhar a evolução dos diversos tipos de seguro (marítimos, terrestres e de vida), focando ainda: a primeira associação de seguradores em Lisboa (1858-1860), a organização interna, a gestão financeira, os resultados anuais e dividendos. Uma das alíneas é dedicada à expansão da companhia, através da abertura de numerosas agências, em Portugal e no estrangeiro, com destaque para o Brasil. Sobre a importância deste mercado para o ramo, afirma António Alves Caetano: "De uma forma geral, pode dizer-se terem sido as Agências do Brasil que contribuíram para a animação do seguro marítimo da Companhia no período entre 1850 e 1863, mais do que a política de fomento da Regeneração" (p. 182).
De forma indirecta, também se fornecem dados acerca das características e evolução da construção civil. Por exemplo, "pela primeira vez, no Relatório de 1853, a direcção da "Fidelidade" dava a entender que alguma coisa devia ser feita, no mercado, para obviar à propagação de incêndios nos prédios pela existência de tapumes de madeira nas divisórias dos vários quartos, em lugar de paredes de "pedra e cal""(p. 197).
O uso frequente da madeira na construção, como já anteriormente referi, favorecia a rápida propagação dos incêndios que, não raro, levavam à destruição completa de fábricas, como aconteceu, entre outros casos, na Covilhã, com a Fábrica de Ribeiro Graça & C.ª, em 1863, ao perderem-se totalmente prédios e máquinas (p. 248-249). Posteriormente, a difusão da arquitectura do ferro, numa primeira fase, e a do betão, sobretudo já no século XX, tornaram o negócio das seguradoras menos vulnerável.
Às gravuras, já na parte final do trabalho, seguem-se os anexos, com informação relevante para o estudo da temática. Além da transcrição de estatutos, apresenta-se a relação dos accionistas fundadores, com o número e o valor das respectivas acções. Dela constam, entre outros, titulares que, embora atravessando uma conjuntura difícil, manteriam um certo poder económico, firmas e empresários bem conhecidos. Como segundo maior accionista (com 30 acções) encontrava-se José Ferreira Pinto Basto que, em 1824, havia fundado a Fábrica da Vista Alegre, em Ílhavo, e que é considerado um dos investidores mais destacados do Portugal oitocentista. Alguns dos seus familiares também aparecem como accionistas da Fidelidade, em 1835. Outro grande empresário, o conde de Farrobo, encontra-se mencionado em quarto lugar, com 20 acções.
Atrevemo-nos a apresentar algumas sugestões que ficarão à consideração de futuros desenvolvimentos, inclusive uma possível segunda edição.
Assim, ao aludir aos primeiros anos conturbados da Regeneração e à instabilidade política desse período, afirma-se ter havido "três ou quatro composições ministeriais antes que Fontes Pereira de Melo se fixe na Fazenda, e mais quatro, até que seja criado o seu Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, peça essencial para a estruturação da política de fomento" (p. 319). Teria sido conveniente especificar um pouco mais, dado que Fontes Pereira de Melo assumiu a pasta da Fazenda logo em 21 de Agosto de 1851 (interinamente, até que, em 4 de Março de 1852, foi nomeado efectivo) e, em 30 de Agosto de 1852, foi-lhe igualmente atribuída a chefia do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, então criado por decreto.
Relativamente a alguns dos quadros apresentados, nos quais se sintetiza informação relevante (p. 174 e 187), não foram tiradas, expressamente, as ilações que a sua leitura permitiria. Também os resumos biográficos de algumas personalidades, em nota de rodapé, de grande utilidade, dada a escassez de estudos do género entre nós, deviam ser acompanhados das respectivas fontes consultadas (ex.: p. 87, nota 133).
Do ponto de vista formal - não considerando alguns lapsos de pontuação e acentuação -, permito-me apenas chamar a atenção para os seguintes aspectos:
a) dada a numeração utilizada, seria desnecessário repetir o título da alínea, antepondo-o ao subtítulo (1. 1., p. 23 e 35; 1. 2., p. 45 e 59, etc.);
b) a consulta da lista da bibliografia apresentada (extensa e especializada, além da de carácter geral) seria facilitada se - como habitualmente se verifica - os apelidos dos autores das obras aparecessem em primeiro lugar e com maiúsculas, deslocando-se as linhas imediatas da respectiva referência um pouco para a direita, destacando as "entradas";
c) o ibidem, muito usado, não deve ser seguido pela indicação do número de página, como sucede várias vezes (pois significa na mesma obra e no mesmo lugar, incluindo página); nos casos em que o número de página é diferente, é preferível utilizar idem;
d) atenção à grafia das palavras que se seguem: "impar", p. 9 (em vez de ímpar); "polo", p. 24 (em vez de pólo); "Montemor o Velho", p. 116 (em vez de Montemor-o-Velho); e "Setubal", p. 123 (em vez de Setúbal).
Destaque-se, todavia, que estas quase insignificantes considerações em nada diminuem o grande mérito da obra em análise. Trata-se, efectivamente, de um trabalho rigoroso, muito bem fundamentado, para o qual foi consultado um significativo número de fontes, bem com uma extensa e excelentemente seleccionada bibliografia.
O Autor, embora não se considerando um historiador de profissão, alia no entanto duas componentes fundamentais: por um lado, um profundo gosto pela investigação e o rigor de métodos que esta pressupõe e exige; por outro, um sólido conhecimento da temática, tanto do ponto de vista da história e da teoria como no que concerne à própria experiência, adquirida em longos anos de actividade profissional no ramo dos seguros, em funções da maior responsabilidade. Como resultado, somos presenteados com o primeiro volume de uma obra cuja leitura se recomenda vivamente. Esperamos, entretanto, com o maior interesse e curiosidade, a publicação do segundo volume, já em preparação.
terça-feira, 26 de junho de 2007
quarta-feira, 6 de junho de 2007
domingo, 3 de junho de 2007
A pre-reforma a reforma

Quem semeou, colheu
A experiência de vida dos ultimos anos, tem dado para
refomular alguams ideias e conceitos sobre a reforma e a pre-reforma.A experiencia colhida por cada um nesta situação, não será
necessariamente a mesma.A ocupação dos tempos e o fazer o que mais nos apraz no tempo
e no modo mais apetecível, são escolha e gosto individual." Como viver uma reforma feliz " - As cinco etapas chave,
escrito por Myriam Orazzo ajuda-nos a melhor perceber a transformação que a
vida
de um reformado passa a ter quando finalmente granjeia esse
estatuto.Afinal, nem tudo o que se pensou fazer, pode ser feito, e
muito do que nunca se pensou que poderia acontecer, acontece.Aconselhamos a sua leitura.Recolheremos as vossas opiniões.
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Fidelidade - 150 anos de História
Com a devida vénia para com a Publicação em livro “ 150 anos de História – 1835-1985” de que foram impressos 5 000 exemplares, vamos a partir de agora, começar a inserir no Blog alguns exertos deste livro, comentários e fotos.
Não estamos muito crentes no seu interesse para a memória futura de quem se interessa por estes temas, mas, pelo menos, ficamos com a grata satisfação da dedicação de algum do nosso tempo ”disponível” nesta fase da nossa reforma aos frequentadores mais assíduos do Blog.
Aceitamos as criticas, sugestões , todas as indicações ou conselhos que possam contribuir para melhorar o seu conteúdo.
Fica de igual modo a sugestão para que nos remetam fotos antigas ou quaisquer outros documentos para publicação
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quarta-feira, 30 de maio de 2007
A historia da Velha Senhora
É vasto e rico o passado histórico da Companhia de Seguros Fidelidade, fundada em 1835, acompanhando o desenvolvimento da actividade económica, com presença permanente em alguns mercados externos e assegurando uma posição cimeira no mercado segurador português.
1835
Ano de fundação da Companhia de Seguros Fidelidade, por iniciativa de negociantes de Lisboa, bem integrada no espírito da época, reflectindo no nome o mérito do desempenho da sua actividade, como aconteceu com outras companhias fundadas por essa altura: Sossego Comum, Rectidão, Boa Fé,etc.A 24 de Agosto encontrava-se pronto o projecto de Estatutos da nova Companhia, que tomaria riscos marítimos, contra incêndio e sobre vidas, com o nome de Fidelidade e um cão deitado por emblema.Os primeiros estatutos da Fidelidade foram aprovados em Assembleia Geral dos Accionistas de 7 de Outubro e, oficialmente, pela Rainha Senhora D. Maria I, tendo um capital inicial de mil e duzentos contos de réis, dividido em mil e duzentas acções de um conto de réis cada.
1845
Início da exploração dos seguros de vida, podendo ler-se, no relatório da Direcção relativo a esse ano, "coube à nossa Companhia Fidelidade ser a primeira que levou a encetar o ramo de seguros de vida". Os contratos firmados nesse ano ascenderam a 238$915 réis, que logo foram aplicados integralmente em inscrições de cupão da dívida interna, de 5%, constituindo assim, embora empiricamente, as reservas do ramo.
1863
A 19 de Novembro um grande incêndio destruiu os Paços do Concelho, em cujo edifício estavam a Sede da Fidelidade, a do Banco de Portugal, a da Companhia das Lezírias, a dos Vapores do Tejo e a do Contrato do Tabaco. Em sua consequência, procedeu-se a nova transferência da Sede da Companhia, desta vez para um antigo convento, que foi pertença dos Padres Dominicanos Irlandeses Missionários de Lisboa, contíguo à Igreja do Corpo Santo, tendo sido posteriormente utilizado para habitação e como hotel, antes de se tornar Sede da Companhia.Curioso é o facto de no brasão da Ordem Dominicana figurar um cão deitado com um facho, em clara alegoria à Fidelidade. O próprio nome Dominicano tem o significado etimológico de Cão do Senhor.
1935
O ano de 1935 trouxe a certeza de uma existência centenária para a Fidelidade e esperança de uma continuidade que se afirmava promissora.Entre os actos comemorativos do centenário, assinale-se o que envolveu o descerramento de uma lápide com a seguinte inscrição "HERI BENE HODIE MELIUS UTINAM CRAS OPTIME", divisa que, ainda hoje, se mantém plena de actualidade, dado o seu significado: ontem bem, hoje melhor, oxalá amanhã seja óptimo.Os primeiros cem anos caracterizaram-se por uma estratégia de actuação definida e de aplicação integral, determinada pela longa permanência nos seus cargos dos corpos sociais.No ramo fogo, o mais importante nesta altura, continuava a liderar a carteira de prémios das seguradoras autorizadas a explorar esta modalidade de seguro.
1975
O Decreto-Lei nº. 135-A/75, de 15 de Março, estabelece no seu artigo primeiro que são nacionalizadas todas as companhias de seguros, com algumas, poucas, excepções.A Fidelidade, cujo capital social pertencia a entidades portuguesas, foi abrangida no plano de nacionalizações, iniciando-se desta forma uma fase empresarial, que duraria até à instituição de empresas públicas do sector de seguros.O principal accionista era, na altura das nacionalizações, o Banco Nacional Ultramarino, por via dos lotes de acções que foram adquiridas à Compagnie Suisse de Reassurances e à família Thetónio Pereira, fruto de um processo puramente financeiro, em que os accionistas vendedores eram motivados pela realização de um bom negócio.A independência concedida às colónias portuguesas de África e a posterior extinção da seguradora Fidelidade Atlântica, de Angola, e as nacionalizações das Nauticus e Lusitana, de Moçambique, de que a Fidelidade era accionista, fez terminar, por seu lado, os laços de propriedade que existiam.
1978
A reestruturação do sector de seguros entra numa fase decisiva com os efeitos da resolução do Conselho de Ministros nº 199/78, de 8 de Novembro, que define a gestão única e a perspectiva de subsequente fusão, dentro de grupos de companhias nacionalizadas, dos quais se destaca:
· Fidelidade, Grupo Segurador MSA, Seguradora Industrial e Atlas.O agrupamento destas quatro seguradoras aglutinou patrimónios, experiências, vontades e características diferentes e formas de actuar próprias:
· O Grupo Segurador MSA, resultado de uma fusão entre a Mutualidade, Soberana e Aliança Madeirense , evidenciava grande dinamismo de acção e elevado poder de penetração no mercado de seguros;
· A Seguradora Industrial, que incorporava a Previsão, registava um apreciável volume de prémios;
· A Atlas, apesar de todas as potencialidades nos domínios técnico, comercial e de grupo económico, demonstrava uma propensão selectiva que se aproximava da filosofia do exercício adoptada pela Fidelidade.
1979
O Decreto-Lei nº 528/79, de 31 de Dezembro, legitima as fusões do ano anterior, instituindo empresas públicas, gozando de personalidade jurídica e dotadas de autonomia financeira e patrimonial, aparecendo então a Fidelidade-Grupo Segurador, E.P., com sede em Lisboa.A firma das seguradoras fusionadas reuniu o nome da seguradora mais antiga, Fidelidade, e a designação Grupo Segurador, vindo da seguradora que, em volume de prémios, mais contribuía para a constituição da carteira de seguros da nova empresa seguradora.
1988
O Decreto-Lei nº 301/88, de 27 de Agosto, operou uma importante alteração na natureza jurídica da Fidelidade, transformando a Companhia de empresa pública em pessoa colectiva de direito privado, com a forma de sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, tendo sido aprovados os seus novos estatutos.Na sequência da transformação assim realizada, foi negociado entre o Estado Português - único accionista inicial da Fidelidade-Grupo Segurador, S.A. - e a Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência (a maior instituição de crédito nacional), a aquisição pela segunda de uma fracção maioritária (97%) do capital da sociedade, que passa a ser de um milhão e quinhentos mil contos.
1995
No prosseguimento da política de reforço da estrutura financeira foram concretizados dois aumentos de capital, integralmente realizados pela Caixa Geral de Depósitos, ascendendo a vinte milhões de contos o capital social da Fidelidade.Por Despacho do Senhor Secretário de Estado das Finanças, as acções detidas pelo Estado Português foram transferidas para a Caixa Geral de Depósitos, que passou a deter a totalidade do capital social da Fidelidade.Em 1995 a Companhia , acompanhando a estratégia de expansão do Grupo Caixa Geral de Depósitos, procede à abertura de uma sucursal em Espanha, sediada em Madrid, comercializando os produtos Fidelidade através dos balcões dos Bancos Luso-Español, Estremadura e Simeón.
1997
Centralização dos serviços centrais da Fidelidade no seu novo edifício Sede, situado no Largo do Calhariz, em Lisboa.Prosseguimento da estratégia de internacionalização dos negócios, com a abertura da sucursal de França, sediada em Paris, e com o início da actividade no Luxemburgo, em regime de Livre Prestação de Serviços.
2002
Criação da Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial, resultante da fusão jurídica das duas seguradoras do Grupo Caixa Geral de Depósitos, Companhia de Seguros Fidelidade e Companhia de Seguros Mundial-Confiança. As marcas Fidelidade e Mundial-Confiança continuam a ser comercializadas por Redes próprias e independentes.
A 18 de Outubro de 2004 a Fidelidade e a Mundial Confiança fundem-se numa marca única e apresentam a nova marca Fidelidade Mundial.Assim, reinicia-se a história de um passado de sucesso rumo a um futuro em grande companhia.
2002
No dia 10 de Setembro de 2002 concluiu-se a fusão entre as Seguradoras Mundial-Confiança e Fidelidade, culminando um conjunto de operações de restruturação do sector segurador do Grupo Caixa Geral de Depósitos iniciadas em Março desse ano. A "nova" Companhia opera através das marcas e redes "Mundial-Confiança" e "Fidelidade" que, embora integradas numa mesma entidade jurídica, apresentam individualidade comercial, beneficiando de vantagens decorrentes das sinergias obtidas no quadro da fusão. A sociedade resultante da fusão denomina-se Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial, S.A. e possui um capital social de 400 milhões de euros.
2004
Criação da marca única Fidelidade Mundial.
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terça-feira, 29 de maio de 2007
Fotos dos velhos tempos - Fidelidade
Lisboa, data desconhecida, próxima de 1969/1970
Á saída do Imaviz em Lisboa
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Companhia de Seguros Fidelidade
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